Conteúdo cobrado – Biblioteconomia + Concursos https://biblioconcurseiros.com.br Informações sobre concursos de Biblioteconomia Wed, 27 Jan 2021 16:21:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.1 História da Catalogação e como ela é cobrada em concursos https://biblioconcurseiros.com.br/panorama-historico-da-catalogacao-para-concursos/ https://biblioconcurseiros.com.br/panorama-historico-da-catalogacao-para-concursos/#comments Wed, 27 Jan 2021 14:55:47 +0000 https://biblioconcurseiros.com.br/?p=3849
questions, demand, doubts

Você sabia que já existiam catálogos no terceiro milênio antes de Cristo?

E que o código de catalogação da Vaticana era amplamente ensinado e utilizado no Brasil antes da criação do AACR? E que MARC21 significa formato MARC para o século XXI?

Embora a história da Catalogação não seja assim tão explorada em concursos, ela esclarece e muito tópicos bastante cobrados, como FRBR, ISBD, Princípios de Paris, formato MARC bibliográfico, entre outos.

Vem cá e entenda de vez de onde as coisas vieram e pra onde as coisas vão quando o assunto é Catalogação e como isso é cobrado em concursos.

Obs.: Esse conteúdo faz parte da primeira aula do módulo de catalogação do meu curso preparatório para concursos. As informações foram compiladas das referências bibliográficas citadas ao final do post, mas principalmente dos livros da ¨Catalogação no plural¨, das professoras Mey e Silveira, e do livro ¨RDA versus AACR2¨, da professora Memória.

Panorama Histórico da Catalogação (MEY, SILVEIRA, 2009; RIBEIRO, 2018)

Terceiro Milêncio a.C.

👉 Biblioteca de Ebla – Síria (mais antiga que se tem conhecimento).

Possuía ente 15 e 17 mil tábulas de argila, correspondendo a cerca de 4 mil documentos, organizados em estantes de acordo com seu conteúdo temático. Também apresentavam tábulas com o resumo dos documentos.

1839

👉 Anthony Panizzi: publica 91 regras para aplicação no Museu Britânico, considerado o primeiro código de catalogação propriamente dito.

1850

👉 Charles Jewett: idealizador do catálogo coletivo, publicou o Código para o Smithsonian Institution de Whashington, baseado nas regras de Panizzi.

1876

👉 Charles Cutter: embora mais conhecido pela tabela de Cutter, que fez em parceria com a Sanborn, Cutter criou o Rules for a dictionary catalog, código que consiste em 369 regras, abordando entradas por autor e por título, parte descritiva, cabeçalhos de assunto e, ainda, alfabetação e arquivamento de fichas.

Esta já era uma catalogação orientada ao usuário: os objetivos e propósitos do catálogo estabelecidos por Cutter foram os mesmos especificados na Conferência de Paris (1961) e estão presentes mais do que nunca hoje, em todos os estudos sobre catalogação, influenciando, inclusive, as tarefas dos usuários apresentadas nas FRBR (1998).

1899

👉 Instruções prussianas: elaboradas para os catálogos alfabéticos das bibliotecas prussianas. Exerceram grande influência em países de língua alemã.

1901

👉 Library of Congress (LC): a LC começou a imprimir e a vender suas fichas impressas. Ao invés de cada biblioteca elaborar a própria catalogação de seus livros, a LC passou a vender suas fichas impressas, às quais bastava que fossem acrescentados os cabeçalhos, também por ela indicados.

1908

👉 Código da American Library Association (ALA): quando as fichas começaram a ser impressas, a American Library Assotiation nomeou uma comissão para estudar as regras adotadas pela LC e publica a primeira edição de seu código em 1908, em parceria com a Library Association da Inglaterra (Regras de catalogação: entradas de autores e títulos).

1931

👉 Código da Vaticana: exerceu enorme influência na Biblioteconomia brasileira a partir de sua tradução para o espanhol (1940) e, depois, em suas duas edições em português (1949 e 1962). Ensinava-se a Vaticana no curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional, sendo adotada por inúmeras bibliotecas até os anos 80.

1941

👉 Publicado o Código da ALA – 2ª edição preliminar.

1949

👉 Publicado o Código da ALA – 2ª edição.

1954

👉 Criação do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD): produzia fichas impressas, a exemplo da LC. Publicou a 2ª edição do Código da Vaticana, dentre várias atividades importantes para a Biblioteconomia brasileira. Em 1975 mudou o nome para Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).

👉 A IFLA institui um grupo de trabalho com representantes de vários países para preparar a coordenação internacional dos princípios de catalogação, redigir um relatório sobre os princípios a serem observados no estabelecimento de entradas para obras anônimas e de autoria coletiva.

O relatório concluído recomendou um programa de consultas a especialistas de vários países e essa recomendação consolidou a organização de uma reunião: a Conferência de Paris.

1961

👉 Aconteceu a Conferência de Paris, ou, Conferência internacional sobre princípios de catalogação: foi o primeiro evento no sentido da normalização internacional da catalogação, que estabeleceu os Princípios de Paris.

Sobre os Princípios de Paris, vale ressaltar que:

  • são princípios, não regras;
  • não foram considerados internacionais, devendo cada país se encarregar de ajustá-los às suas necessidades;
  • ressurgiram atualizados e e ampliados em Frankfurt (2003) na Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação ou Declaração de Frankfurt, como veremos adiante.

1965-66

👉 A década de 60 trouxe o desenvolvimento dos recursos computacionais. A tecnologia avança e é preciso acompanhá-la ou usufruir dos seus benefícios. Surge, nesse contexto, o Projeto Marc (Machine Readable Cataloging, isto é, Catalogação Legível por Computador)

1967

👉 A Alemanha substitui as Instruções Prussianas pelas Regras de Catalogação Alfabética, que incorporavas as modificações sugeridas na Conferência de Paris.

👉 Publicada a Anglo American Cataloging Rules – AACR. Trabalho conjunto da ALA, Canadian Library Association e Library Association (Inglaterra), foram publicadas duas versões, por não haver um consenso: uma americana e uma inglesa.

1968

👉 É desenvolvido o Marc II, em uma cooperação entre a LC e a British Library. O Marc II serviu de base para inúmeros outros formatos, como:

  • CAN/MARC (MARC Canadá)
  • MONOCLE (FRANÇA)
  • MARCAL (América Latina)
  • CALCO (Brasil)
  • UNIMARC (Universal)

1969

👉 Publicada a tradução do AACR para o português

👉 Acontece a RIEC: reunião internacional de especialistas em catalogação, cujo objetivo principal era conseguir , em âmbito internacional, uma padronização da catalogação descritiva.

Nessa reunião, Michael Gorman apresentou o seu trabalho denominado “International Standard Bibliographic Description – ISBD”, no qual comparou os métodos descritivos de 8 bibliografias nacionais e  sistematizou a ordem das informações e a pontuação utilizada antes de cada informação, tornando possível seu reconhecimento pelos computadores.

1971

👉 Após apreciação internacional do trabalho de Gorman, foi publicada pela IFLA a ISBD (M), isto é, para monografias. Todos os países se dispuseram a usá-la e esta aceitação acarretou mudanças nos códigos de catalogação. Esse marco representou um real acordo no caminho da padronização.

1972

👉 Alice Principe Barbosa defendeu sua dissertação de mestrado acerca do projeto CALCO, baseado no MARC II.

1973

👉 A LC cria para o MARC uma estrutura de organização dos dados em fita magnética, que se tornou norma internacional estabelecida pela ISO: a ISO 2709.

1978

👉 Publicada a Anglo-American Cataloging Rules 2nd edition: AACR2, que foi editada de acordo com os Princípios de Paris e da ISBD.

Década de 80

👉 O projeto CALCO adotou o nome de Bibliodata/CALCO. Fazia uso do formato CALCO (CAtalogação Legível por COmputador).

1990

👉 Aconteceu o Seminário sobre registros bibliográficos, no qual surge a criação de um grupo para definir os requisitos funcionais para registros bibliográficos.

1994-96

👉 O Bibliodata/CALCO passou a se chamar Rede Bibliodata e passou a utilizar o formato USMARC. Este foi o maior sistema do país em termos de catalogação cooperativa.

1995

👉 Nova norma americana para intercâmbio de registros bibliográficos: z39.50.

👉 Aconteceu um Seminário em Dublin Core, organizado pela Online Computer Library  Center (OCLC) e o Nacional Center fos Supercomputing Applications (NCSA) para o desenvolvimento de uma ferramenta de descrição para registro de objetos eletrônicos em rede: os metadados. O nome do padrão Dublin Core se deve ao local de realização do encontro.

1998

👉 Publicados pela IFLA os Functional Requirements for Bibliographic Records – FRBR, queinfluenciaram o desenvolvimento de outros modelos conceituais e provocaram revisões das ISBDs e dos códigos de catalogação.

1999

👉 É criado o MARC 21: O USMARC e o CANMARC desenvolveram estudos para eliminação de suas pequenas diferenças. O resultado foi a publicação do MARC 21, ou seja, o formato para o século XXI, não mais vinculado a um país ou grupo linguístico, porém voltado ao uso internacional. Já se encontra traduzido ou adaptado para diversos idiomas, inclusive o português do Brasil

2003

👉 Aconteceu o primeiro  de uma série de encontros promovidos pela IFLA para a discussão de novos princípios para catalogação.

👉 Publicada a versão preliminar da Declaração dos princípios internacionais de catalogação ou Declaração de Frankfurt, que ampliou e atualizou os Princípios de Paris, pela incorporação do modelo conceitual FRBR.

2004

👉 O Joint Steering Comitte for Revision of AACR (Comitê de revisão do AACR) passa a se chamar Joint Steering Comitte for deveploment of RDA (Comitê de desenvolvimento do RDA). Isso porque as mudanças substanciais dessa revisão não comportavam mais em outra edição do AACR (ou o que seria o AACR3), dando origem ao sucessor do AACR2 o RDA.

2009

👉 É publicada a 1ª edição da Declaração dos princípios internacionais de catalogação: substituiu e ampliou explicitamente o escopo dos Princípios de Paris.

👉 É publicado o modelo conceitual Functional Requirements for Authority Data (FRAD): Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade.

2010

👉 É publicado o modelo conceitual Functional Requirements for Subject Authority Data (FRSAD): Requisitos Funcionais para Autoridades de Assunto.

👉 É publicado oRDA Toolkit: novo código de catalogação que veio para substituir o AACR2. Encontra-se de acordo com os FRBR e o FRAD e com as Declarações dos princípios internacionais de catalogação.

2016

👉 É publicada a 2ª edição da Declaração dos princípios internacionais de catalogação que, agora, leva em consideração as novas categorias de usuários, o entorno do acesso aberto, a interoperabilidade e acessibilidade aos dados, as características das ferramentas de descobertas e, em geral, as significativas mudanças no comportamento dos usuários.

2017

É publicado o IFLA LRM: Modelo Conceitual para a Informação Bibliográfica, que surge a partir dos 3 modelos da família FR (FRBR, FRAD e FRSAD), consolidando-os.

🤓 Como cai em concursos

13 (IBADE – Pref. de Vila Velha – 2020) A história da catalogação registra, no século XIX, a questão que ficou conhecida como Batalha das Regras. Em 1841, ____________________________ e seus colaboradores da Biblioteca do Museu Britânico publicaram um folheto contendo 91 regras destinadas à catalogação do acervo daquela biblioteca.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.

A Anthony Panizzi

B Charles C. Jewett

C Charles Ammi Cutter

D Shiyali Ramamrita Ranganathan

E Melvil Dewey

14 (IF-CE – IF-CE – 2016) O processo de catalogação e a elaboração de catálogos de biblioteca são tarefas da atividade bibliotecária. O pioneiro da catalogação cooperativa foi

A Melvil Dewey.

B Richard Rogers Bowker.

C Charles Jewett.

D Lydia de Queiroz Sambaquy.

E Justin Winsor.

15 (CESPE – TC-DF – 2014) As funções e os objetivos do catálogo, na perspectiva de Cutter, estão centrados na relação acervo/leitor, e não catálogo/acervo.

16 (COPEVE – UFAL – 2016) Na história da representação descritiva, dados os instrumentos de catalogação,

I. Código de Panizzi e AACR2.

II. AACR2 e catálogo cardex.

III. Código da Vaticana e Código de Jewett.

IV. Código de Jewett e Instruções prussianas.

verifica-se que estão corretos apenas

A I e IV.

B II e III.

C II e IV.

D I, II e III.

E I, III e IV.

17 (FADESP – UE-PA – 2020) Os “Princípios de Paris” foram aprovados pela Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação e deram origem a alguns códigos de catalogação, entre eles, o AACR. Em momento posterior, as AACR2 propiciaram mais coerência nos registros de dados bibliográficos (OLIVER, 2011, p. 47). A Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação ocorreu em

A 1960.

B 1961.

C 1962.

D 1963.

18 (CESPE – ANATEL -2009) AACR é o único código de catalogação utilizado no ensino brasileiro, mantendo a mesma estrutura desde sua publicação, em 1961.

19 (FEPESE – Pref. de Florianópolis – 2016) A catalogação cooperativa automatizada que atualmente permite a cooperação e o compartilhamento de informações catalográficas entre os catálogos de diversas instituições no ambiente automatizado, somente se tornou possível com a criação e a adoção de um formato de intercâmbio na década de 1960. Assinale a alternativa que apresenta o nome deste formato e quem o desenvolveu:

A Dublin Core, desenvolvido pela Consórcio W3C.

B Formato CCF (Common Communication Format), desenvolvido pela Unesco.

C Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR), desenvolvido pela International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA).

D On-line Computer Library Center (OCLC), desenvolvido pela Library of Congress (LC).

E Machine Readable Cataloging (MARC), desenvolvido pela Library of Congress (LC).

20 (CESPE – Banco da Amazõnia – 2012) Os formatos MARC I e II deram origem ao formato USMARC, que, depois, originou, juntamente com o formato canadense CAN/MARC, o MARC21.

21 (FDC – Fiocruz – 2014) Uma iniciativa da Biblioteca do Congresso Americano, desenvolvida na década de 1960, teve como proposta converter os dados contidos nas fichas impressas dos catálogos manuais em dados legíveis por computador. Esse sistema, que resultou em uma base de dados compartilhada por outras bibliotecas norte-americanas e internacionais, atualmente é denominado:

A AACR2R.

B UNITERM.

C CALCO.

D MARC 21.

E MOSAIC.

22 (IBFC – SES-PR – 2016) A catalogação Cooperativa, em que várias bibliotecas adotam a mesma norma, teve grande avanço com o emprego de técnicas automatizadas. Assinale abaixo o sistema que no Brasil é um tipo de catalogação cooperativa:

A Dedalus

B Bibliodata

C Cielo

D OCLC

23 (FUNDEP – Pref. de Santa Bárbara -2018) Analise as afirmativas sobre os FRBR e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) Advêm de mudanças ocorridas na natureza e nos processos da catalogação.

( ) Foram criados para influenciar o campo teórico, conceitual e prático da catalogação, com foco nas necessidades dos usuários.

( ) Foram publicados em 1960, em decorrência de estudos conduzidos pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e pelo IBICT.

( ) Têm como finalidade apresentar códigos e determinações de conteúdo para codificar registros que são legíveis por máquina.

Assinale a sequência correta.

A F V F V

B F F V V

C V F V F

D V V F F

✔Gabarito

13- A – Embora a prof. Memória e as professoras Mey e Silveira apontem a data como 1839, em algumas fontes é dito que a publicação foi entre 1839-1841.

14- C

15- C – Cutter já tinha a preocupação de que a catalogação deveria facilitar a experiência do usuário.

16- E – Cardex ou Kardex é um registro para controle de publicações em série (como periódicos, por exemplo) e não um código de catalogação.

17- B

18- E – Questão triplamente errada porque: 1. Também foi muito utilizado no Brasil o Código da Vaticana; 2. O AACR já foi revisado várias vezes, inclusive houve uma 2ª edição com estrutura completamente diferente da 1ª, que foi o AACR2; 3. O AACR foi publicado em 1967.

19- E

20- C

21- D

22- B

23- D

📚 Referências bibliográficas

CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira. Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2008. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/34113. Acesso em: 22 nov. 2020.

IFLA. Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação (PIC). 2016. Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/icp/icp_2016-pt.pdf. Acesso em: 03 dez. 2020.

MEY, E. S. A.; SILVEIRA, N. C. Catalogação no plural. Brasília: Briquet de Lemos, 2009.

RIBEIRO, Antônia Motta de Castro Memória. RDA, recurso, descrição e acesso versus AACR2, código de catalogação anglo-americano, segunda edição: um estudo comparativo. Editora Três em Um: Brasília, 2018.

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Ciência da informação para concursos https://biblioconcurseiros.com.br/ciencia-da-informacao-para-concursos/ https://biblioconcurseiros.com.br/ciencia-da-informacao-para-concursos/#respond Sun, 24 Nov 2019 17:38:00 +0000 Ciência da informação para concursos Leia mais »

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Direto do livro A Ciência da Informação, do Le Coadic, que consta na Bibliografia do Biblio Concurseiro, compartilho aqui alguns conceitos básicos de CI para concursos.

1. A sociedade da informação necessita de uma ciência que estude as propriedades da informação e os processos de sua construção, comunicação e uso.

2. A ciência da informação tem por objeto o estudo das propriedades gerais da informação, ou seja, análise dos processos de construção, comunicação e uso da informação e a concepção de produtos e sistemas que permitem sua construção, comunicação, armazenamento e uso.

3. A ciência da informação é uma ciência interdisciplinar. (Isso sempre cai em concurso)

4. A ciência da informação é uma ciência social. (Isso também cai bastante, algumas bancas tentam confundir o candidato dizendo que a CI é uma ciência exata).

Fonte: LE COADIC, Y. F. A ciência da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
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Across the CDU https://biblioconcurseiros.com.br/across-the-cdu/ https://biblioconcurseiros.com.br/across-the-cdu/#respond Thu, 16 Jan 2014 13:30:00 +0000 http://biblioconcurseiros.com.br/?p=63 Across the CDU Leia mais »

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Classificação Decimal Universal: um sistema de classificação que pretende representar, por meio de números e símbolos, todo o conhecimento do Universo, em todos os seus aspectos. Mas, eu me pergunto, ela é humanamente possível de ser entendida? Para essa humana aqui, que vos fala, não. Pelo menos, não por completo.
Entretanto, essa é uma das matérias que mais cai em concursos públicos de Biblio e, por isso, o jeito é deixar de lado o medo de ficar perdido no universo paralelo da CDU e estudá-la. Aqui no blog postarei uma série de Biblio Lições de CDU, com conteúdo voltado exclusivamente para quem está estudando pra concursos. O conteúdo será postado ainda nesse semana.
Bons estudos e feliz ano novo!!!
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NBR 6024: o que mudou https://biblioconcurseiros.com.br/nbr-6024-o-que-mudou/ https://biblioconcurseiros.com.br/nbr-6024-o-que-mudou/#comments Wed, 20 Nov 2013 17:06:00 +0000 http://biblioconcurseiros.com.br/?p=68 NBR 6024: o que mudou Leia mais »

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A NBR 6024  (Numeração progressiva das seções de um documento) foi atualizada no ano ano passado. Graças aos deuses ela é pouca cobrada em concursos, mas nunca se sabe, né.
Então vale a pena espiar o que mudou, o que não tem mais e o que foi acrescentado na norma. Claro que você não vai precisar se dar o trabalho de fazer isso, porque aqui no blog já tem tudo explicadinho. Pra facilitar a visualização e leitura, o conteúdo está num arquivo PDF, que pode ser visualizado e baixado no seguinte link: http://goo.gl/SzpteQ . Pra baixar, clique em “Arquivo” e depois em “Fazer download”. 
Bons estudos sempre! 😉

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Quem tem medo da catalogação??? https://biblioconcurseiros.com.br/quem-tem-medo-da-catalogacao/ https://biblioconcurseiros.com.br/quem-tem-medo-da-catalogacao/#comments Sat, 17 Aug 2013 14:46:00 +0000 http://biblioconcurseiros.com.br/?p=82 Quem tem medo da catalogação??? Leia mais »

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Na prática, a catalogação não é assim nenhum lobo mau. Basta consultar o manual de catalogação da biblioteca em que você trabalha e, qualquer dúvida, perguntar a um colega mais experiente ou consultar a bibliografia do assunto.
Entretanto, quando se trata de concursos, a catalogação castiga especialmente aqueles que não trabalham e/ou não tem experiência na área. Isso por que estamos falando de bancas organizadoras que, entre outras coisas, aleatoriamente nos perguntam sobre regras específicas de um código de dois mega volumes, o AACR2. 
Pensando nisso, aqui no blog dos Biblio Concurseiros, serão publicadas a partir de amanhã Biblio Lições de Catalogação para Concursos. O conteúdo será voltado exclusivamente para o que é mais cobrado pelas bancas examinadoras, de um forma objetiva e a mais concisa possível.
Depois de catalogação, outros assuntos serão trazidos em Biblio Lições. 
Mandem as suas sugestões e bons estudo pra gente!!! 😉
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“Informação”: cuidado com essa palavra! https://biblioconcurseiros.com.br/informacao-cuidado-com-essa-palavra/ https://biblioconcurseiros.com.br/informacao-cuidado-com-essa-palavra/#comments Wed, 24 Jul 2013 15:38:00 +0000 http://biblioconcurseiros.com.br/?p=95 “Informação”: cuidado com essa palavra! Leia mais »

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Dentre outras coisas, nós bibliotecários lidamos com organização da informação, está muito certo.

Mas cuidado com a  palavra “informação” e  “informacional” em questões de concursos. Tanto o CESPE, quanto outras bancas organizadoras, gostam de usar essas palavras para confundir as nossas pobres cabecinhas de BiblioConcurseiros… 🙁
Olha o flagrante nessa questão do CESPE (TRT-RN – 2010):

  • Planejamento, organização da informação, direção e controle são funções administrativas aplicáveis à administração de sistemas de informação.

Gabarito: ERRADA. As funções administrativas são planejamento, organização, direção e controle. Nada de organização da informação, não.

Já fiz outras provas em que me lembro de ter visto a palavra “informacional” jogada no meio de uma sentença também, só para torná-la errada.

É muita INFORMAÇÃO. Como já estamos acostumados com essa palavra, pode ser que nem nos demos conta quando ela estiver em um lugar onde não deveria estar. Portanto, atenção na hora da prova, viu!

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Não erre mais: Diário Oficial da União e Diário da Justiça https://biblioconcurseiros.com.br/nao-erre-mais-diario-oficial-da-uniao-e-diario-da-justica/ https://biblioconcurseiros.com.br/nao-erre-mais-diario-oficial-da-uniao-e-diario-da-justica/#comments Mon, 22 Jul 2013 18:42:00 +0000 http://biblioconcurseiros.com.br/?p=97 Não erre mais: Diário Oficial da União e Diário da Justiça Leia mais »

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Conhecimentos sobre a estrutura e características do Diário Oficial da União e Diário da Justiça (DOU e DJ) estão quase sempre no conteúdo programático dos concursos de Biblio, principalmente de órgãos do judiciário. São de 2 a 4 questões que podem fazer a diferença e que, a partir de agora, você não vai errar mais. Confira as dicas: 
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO: Decooore!!! É bem curtinho. Dê sempre uma “relembrada” antes do dia ou no dia da prova.
  •  Estrutura do DOU:
    • SEÇÃO 1 – Leis, decretos, resoluções, instruções normativas, portarias e outros atos normativos de interesse geral. 
    • SEÇÃO 2 – Atos de interesse dos servidores da Administração Pública Federal. 
    • SEÇÃO 3 – Contratos, editais, avisos e ineditoriais. 

DIÁRIO DA JUSTIÇA: O DJ não existe mais, mas, por incrível que pareça, ainda cai no conteúdo programático de alguns concursos. No CNJ (2013), por exemplo, estava previsto no edital, embora não tenha caído na prova. Já na prova do Banco da Amazônia (2012), o conteúdo foi previsto no edital e caiu na prova também (questões no fim do post) e, olha só, uma questão sobre a estrutura do DJ e outra para testar se o candidato sabia que ele não está mais sendo distribuído pela Imprensa Nacional. PODE??? Bom, se eles ainda cobram conteúdo do livro “A biblioteca eletrônica”, da J. Rowley, não custa nada eles cobrarem do DJ também, né… Por via das dúvidas, estude o DJ, que pelo menos tem o conteúdo curtinho:
  • Informação atual: “Publicação dos atos de caráter judicial. A IMPRENSA NACIONAL DEIXOU DE EDITAR, IMPRIMIR, DISPONIBILIZAR E DISTRIBUIR O DIÁRIO DA JUSTIÇA A PARTIR DE 1º/1/2011.”  
  • Estrutura do DJ:
    • Seção 1: Publicação dos atos dos Tribunais Superiores do Poder Judiciário, do Ministério Público da União e do Conselho Federal da OAB.
    • Seção 2: Publicação dos atos dos Tribunais Regionais Federais e Boletim da Justiça Federal – Seção Judiciária do Distrito Federal.
    • Seção 3: Publicação dos atos do Tribunal Regional do Trabalho (10ª Região), do Tribunal Regional Eleitoral (DF), do Tribunal Marítimo, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal , da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Distrito Federal e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol.
Outras informações: 
  • Responsável pela publicação, distribuição, etc.: Imprensa Nacional, vinculada à Presidência da República do Brasil.
  • “A partir de 2007, alguns órgãos do Judiciário (inclusive o STJ e o TST) passaram a publicar seus próprios Diários Eletrônicos via Internet. Após um período de publicação paralela com o DJ da Imprensa Nacional, a intenção é passar a publicar suas matérias jurídicas unicamente nos próprios Diários Eletrônicos e não mais via Imprensa Nacional. Finalmente, a Portaria 381 de 2010 da Imprensa Nacional extinguiu o DJ a partir de primeiro de janeiro de 2011.” (Wikipedia)
Confira também a lei que dispõe sobre a publicação do D.O.U e do D.J (sugestão da leitora Gabi Bentes): http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4520.htm
Veja questões sobre o DOU e DJ em provas anteriores:
(CESPE – Seger-ES – 2011)  Determinada biblioteca recebeu de seus usuários as solicitações apresentadas nos itens abaixo. A única fonte de pesquisa disponível, na biblioteca, para o atendimento a essas solicitações é o Diário Oficial da União (DOU). 
I portaria que concede aposentadoria a servidor público federal do Ministério da Educação
II resolução da Agência Nacional de Telecomunicações que aprova a criação do Comitê de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomunicações
Com base nessas informações, julgue os itens a seguir.
1 Para responder à solicitação apresentada no item I, o bibliotecário deve orientar o usuário a consultar a seção 2 do DOU.
2 Para responder à solicitação apresentada no item II, o bibliotecário deve orientar o usuário a consultar a seção 3 do DOU.
(CESPE – BASA – 2012) Julgue os próximos itens, referentes às características e à estrutura do Diário da Justiça (DJ).
3 No DJ, são publicados atos dos tribunais superiores do Poder Judiciário, do MPU e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
4 O DJ é uma fonte de informação a respeito dos atos de caráter judicial disponibilizados pela Imprensa Nacional até o primeiro semestre do ano corrente.
Fontes:
Gabarito
1- Correto. Atos de interesse dos servidores da Administração Pública Federal na Seção II.
2- Errado.Resoluções na Seção I
3-Correto. Na Seção I. (Ninguém entrou com recurso, mas seria errado, já que a questão diz que os atos são publicados e, na época, já não eram mais).
4-E – O ano corrente era 2012, portanto, o DJ não era mais disponibilizado pela IN.
Então, é isso galera. Vamos ficar de olho nas bancas examinadoras. E não erremos mais em DOU e DJ, hein!
Bons estudos!!!
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